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ARLA 32: Qualidade é fundamental!

No último artigo falamos sobre as perspectivas de expansão de mercado para o ARLA 32, bem como o surgimento de novos veículos que utilizam este produto para tratar suas emissões de poluentes. Confira aqui.

Agora, vamos ver a importância do controle da qualidade para a produção e venda do ARLA 32.

ARLA 32 é uma mistura de 32,5% de ureia tecnicamente pura (vem daí o 32 do seu nome) com 67,5% de água desmineralizada (isenta de minerais). O produto não é inflamável e não é tóxico, mas para cumprir seu propósito, que é o de reduzir os níveis de poluentes oriundos da combustão dos motores a diesel, é vital que o produto seja fabricado com insumos que atendam as especificações da norma ISO 22241, Partes 1 a 4. Além disso, desde a sua produção até a revenda, o ARLA 32 pode ser facilmente contaminado se não manipulado e armazenado corretamente, o que exige cuidados durante todos os estágios desse processo.

Insumos segundo especificações:

Os Sistemas SCR são sensíveis às potenciais contaminações e impurezas químicas do ARLA 32 e de suas matérias-primas, a ureia e a água. Vamos então nos concentrar nesses insumos:

  • Ureia tecnicamente pura: Segundo a norma ISO 22241-1, item 3.2, esta ureia é “produzida industrialmente somente com traços de biureto, amônia e água, isento de aldeídos ou outras substâncias, tal como agente antiglomerante e isento de contaminantes, tais como enxofre e seus compostos, cloreto, nitrato e outros compostos”.

    Comentário: Sendo assim, a ureia comum usada como fertilizante não poderá ser utilizada na produção do ARLA 32, nem mesmo se utilizada em mistura (blend) com ureia automotiva, já que, uma vez que seus níveis desses componentes são bastante altos, o ARLA resultante da formulação não passará no processo de certificação e danificará o sistema SCR dos veículos;

  • Água desmineralizada: Água isenta de minerais, produzida, por exemplo, por destilação simples, por deionização, por ultrafiltragem ou por osmose reversa (Baseado na definição do grau de água 3 da ISO 3696).

    Comentário: O uso de água comum ou mineral na produção do ARLA 32 traz níveis de minerais contaminantes muito acima da especificação, também resultando em um produto que será reprovado nos ensaios laboratoriais para sua certificação e em danos indesejáveis nos veículos da sua frota ou de seus clientes.

Além dos cuidados com suas matérias-primas, toda a produção, manuseio e armazenamento do ARLA 32 deve seguir os requisitos da legislação vigente, para garantir que o produto que chega ao veículo realmente diminua as emissões e não acabe por causar danos ao sistema SCR. Poderemos abordar esse tema em um novo artigo, mas é importante que os pontos de revenda, os gestores de frota e o próprio motorista solicite ao fabricante ou distribuidor do ARLA 32 informações sobre quais cuidados são levados em consideração para garantir que um produto de qualidade chegue até eles.

O Custo da Má Qualidade

O uso de ARLA 32 em desconformidade com a legislação (ou a falta de sua utilização, por meio de uso de chips inibidores) eleva o nível de emissão de NOx dos motores diesel em até 5 vezes, o que configura crime ambiental.  Além disso, a presença de impurezas provenientes de ureia ou água inadequadas provoca a formação de depósitos nos injetores e nos catalisadores do veículo, o que impede o funcionamento correto do SCR, chegando a causar danos irreversíveis e necessidade de substituição do mesmo.

ARLA 32 de má qualidade é responsável por formação de depósitos que causam danos ao SCR.

 

Inimigo Silencioso… e Caro para o Bolso!

A princípio, o uso de ARLA 32 de má qualidade dificilmente será notado pelo motorista, mas no médio-longo prazo o veículo pode apresentar sintomas de mau funcionamento que vão desde o aumento do consumo de combustível, passando pela perda de desempenho (perda de torque) e aumento dos níveis de emissões ocasionando o acendimento da LIM (Lâmpada Indicadora de Mau funcionamento) no seu painel, de forma a orientar o motorista que há necessidade de reparos.

A LIM – Lâmpada Indicadora de Mau funcionamento, informa ao motorista que há necessidade de reparos no veículo.

O problema é que nesse ponto já pode ser tarde demais: Em valores atuais, o custo da troca de um sistema catalisador SCR por uso de produto impróprio supera 20 mil reais, equivalendo a 3-4 anos de consumo de produto.  Realmente a má qualidade é um inimigo silencioso e às vezes fatal.

Garantindo o bom funcionamento do veículo

A fim de evitar o uso de ARLA 32 fora das especificações e garantir sempre o bom funcionamento do veículo, o motorista e os gestores de frotas podem seguir as seguintes dicas no ato da compra do produto:

  • Exigir sempre a certificação e o registro do produto no Inmetro;
  • Verificar se o produto está sendo transportado ou armazenado em tanques de material compatível com o ARLA 32, como tanques de aço inoxidável 304 (S30400) ou de polietileno e polipropileno isentos de aditivos;
  • Verificar se a estrutura de abastecimento está limpa, livre de sujidades que possam vir a contaminar o produto (Lembrando que o Inmetro definiu que para revenda a Granel o contentor do produto no ponto de revenda deve ter capacidade superior a 3.000L, o que nos mostra que IBCs de 1000L, comuns em postos de combustíveis, não atendem a norma);
  • Por fim, estranhe preços baixos demais. A ureia tecnicamente pura, também chamada de ureia automotiva, devido a seu processamento industrial, possui preço bem superior à da ureia comum, usada como fertilizante. Assim produtos com preços muito atrativos ou abaixo do mercado podem estar usando em sua composição ureia fora das especificações exigidas na norma ISO 22241. Pode ser aquela velha história do barato que sai caro.

Em resumo, é bom sempre estar atento à qualidade do ARLA 32 que você usa para abastecer seu veículo ou frota. O produto é sensível a contaminantes e deve seguir as especificações constantes na norma ISO 22241 e na Portaria Inmetro Nº 213/2021 para que cumpra o seu papel como redutor de emissões veiculares e não cause danos ao SCR dos veículos.

Certificação Compulsória

Devido aos riscos ao meio ambiente que um ARLA 32 de má qualidade pode causar, o Inmetro estipulou certificação compulsória, ou obrigatória, para o produto. A BRICS Certificações está acreditada para conduzir o processo de certificação e conceder aos fabricantes o Selo de Identificação da Conformidade. Saiba mais aqui!

No nosso próximo artigo sobre ARLA 32, iremos falar mais sobre esse processo de Certificação e tirar as principais dúvidas dos solicitantes dessa certificação.

Até a próxima!

Faustino Júnior – LinkedIn: faustinojunior | Instagram: @admfaustinojunior
Administrador de Empresas, Consultor Sênior na Merkato Consultoria, Auditor Líder ISO 9001/22000. Especialista em ARLA 32, desenvolve projetos de ARLA 32 para empresas em todo o Brasil.

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ARLA 32: Nova legislação e perspectivas de crescimento de mercado

Regular a emissão de poluentes gerados por motores a diesel sempre foi uma grande preocupação das autoridades ambientais em todo o mundo. No Brasil, esse papel é desempenhado pelo CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que, desde 1986, instituiu o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE.

O controle pelo PROCONVE se dá a partir da classificação dos veículos em razão de seu Peso Bruto Total – PBT, sendo que as fases são caracterizadas por “L” para veículos leves e “P” para veículos pesados e vem sendo implantadas segundo cronogramas diferenciados. As próximas fases previstas são a  L-7, para veículos leves e P-8 para veículos pesados, ambas com início em 1º de janeiro de 2022.

O que muda em 2022?

As novas fases reduzem drasticamente os limites de emissão dos veículos, como demonstrado abaixo:

GRÁFICO DE COMPARAÇÃO ENTRE OS LIMITES MÁXIMOS DE EMISSÃO DAS FASES P-7 E P-8 DO PROCONVE:

Fonte: Elaboração CNT com base nas resoluções Conama n.º 403, de 2008, e n.º 490, de 2018.

É importante notar que os limites de NOx (óxidos de nitrogênio) e de MP (materiais particulados) serão reduzidos respectivamente de 2,0 para 0,04 e de 0,02 para 0,01. Assim, é possível dizer que, por meio de tecnologias mais limpas e mais desenvolvidas, os motoristas e passageiros, que ficam em contato direto com as emissões veiculares nas vias, serão poupados de respirar uma concentração maior de gases poluentes e de material particulado em relação à fase atual. Para se ter uma noção quantitativa da diferença entre a Fase P-8 com a atual fase, a nova tecnologia veicular irá reduzir o NOx emitido pelo veículo em circulação em até 80%, gerando melhores condições de saúde e qualidade de vida para os trabalhadores de transporte e para a sociedade e, consequentemente, maior bem-estar social.

Ainda sob a ótica da saúde, a P-8 estabelecerá limites de emissão de ruído para os veículos pesados. Essa novidade beneficiará significativamente o transportador, gerando um ambiente mais saudável para a audição e as condições emocionais e psicológicas dos motoristas, que passam mais tempo expostos ao ruído contínuo do motor do veículo no seu dia a dia de trabalho. Além disso, beneficiará também a sociedade, especialmente em centros urbanos, uma vez que serão expostos a um índice menor de ruído.

E quanto ao ARLA 32?

Cada vez mais vemos a chegada no mercado de novos veículos que utilizam o sistema SCR, ou Redução Catalítica Seletiva (SCR, na sigla em inglês), e seu princípio básico consiste na utilização do Agente Redutor Líquido de NOx Automotivo – ARLA 32, líquido composto de água desmineralizada (livre de minerais) e ureia em grau industrial que, em conjunto com o catalisador, transforma o óxido de nitrogênio e o gás carbônico – presentes nos gases de combustão – em nitrogênio e água, elementos que são inofensivos ao meio ambiente. Veja o seu funcionamento na imagem:

 

Fig.1 – Representação do funcionamento de um sistema SCR. Esta tecnologia necessita de ARLA 32 para funcionar adequadamente.

Nos últimos anos, além de presenciar o aumento da frota de veículos pesados que utiliza o SCR como sistema de tratamento de emissões, também vimos, com a chegada do PROCONVE MAR-1 em 2019, que veículos agrícolas e de construção também passaram a utilizar essa tecnologia.

A partir de 2022, com o início das novas fases L-7 e P-8, teremos ainda mais veículos adotando o SCR, como é o caso do Jeep Compass. Segundo anunciado pela fabricante, a versão 2022 do SUV já contará com a tecnologia SCR e com um tanque de 13 litros para o ARLA 32. Para ter certeza de que o carro não rodará sem o líquido e que cumpra a nova legislação, a Jeep criou um sistema que inibe a partida do motor caso o reservatório esteja vazio.

Jeep Compass 2022: SUV utiliza o ARLA 32. Créditos da foto: Website Jeep.

Assim o ARLA 32 terá um papel fundamental para assegurar que o limite das emissões veiculares seja controlado, o que com certeza significará aumento em sua demanda. Uma análise feita pela Argus Media, companhia especialista em análise de mercado, mostrou que entre 2019 e 2020 houve um aumento de 15% no consumo de Arla 32. Esse percentual irá aumentar e a curva de consumo continuará em crescimento.

Qualidade é fundamental

Os Sistemas SCR são sensíveis às potenciais contaminações e impurezas químicas de suas matérias-primas, a água e a ureia. Usar produto de baixa qualidade, produzido fora das especificações das normas aplicáveis, além de aumentar o nível de emissões do veículo no Meio Ambiente (crime ambiental), resultará em danos indesejáveis e irreversíveis no sistema SCR dos veículos. E esse será o assunto do nosso próximo artigo. Vejo você lá!

Faustino Júnior – LinkedIn: faustinojunior | Instagram: @admfaustinojunior
Administrador de Empresas, Consultor Sênior na Merkato Consultoria, Auditor Líder ISO 9001/22000. Especialista em ARLA 32, desenvolve projetos de ARLA 32 para empresas em todo o Brasil.

Baterias Automotivas: Funcionamento e Certificação

Inventadas em 1859 pelo físico francês Gaston Planté, as baterias automotivas de chumbo-ácido foram as primeiras baterias para uso comercial e, como as técnicas de fabricação avançaram muito e seus componentes eletroquímicos (chumbo e ácido sulfúrico) são muito comuns, elas se tornaram baratas. Atualmente, essas baterias são usadas principalmente nos nossos carros.

Como as baterias de chumbo-ácido funcionam?

As baterias são um conjunto de pilhas ligadas umas às outras, em série, isto é, o polo positivo de uma pilha está ligado ao polo negativo de outra e assim sucessivamente.

As baterias utilizadas em automóveis são compostas de 6 pilhas ou células de chumbo-ácido. Seu polo negativo corresponde às placas de chumbo metálico (Pb); o seu polo positivo, às placas de dióxido de chumbo (PbO2); e o eletrólito, corresponde a uma solução aquosa de ácido sulfúrico (H2SO4), podendo ou não estar imobilizada na forma de gel ou absorvida no separador.

Durante a descarga da bateria, os materiais positivos e negativos são transformados em sulfato de chumbo. Isso ocorre quando uma carga elétrica (luzes ou motor de partida) é conectada através da bateria, e uma corrente flui do polo negativo da bateria para o polo positivo, passando através da carga externa. No entanto, é possível recarregar novamente as baterias de chumbo por se fornecer energia ao sistema, ou seja, é possível passar uma corrente elétrica fornecida por um gerador de corrente contínua, como um alternador ou dínamo. Com isso, o sulfato de chumbo se converte e volta aos materiais originais, dióxido de chumbo e chumbo metálico.

As baterias de chumbo-ácido utilizadas em automóveis são muito duráveis, com uma voltagem de 12V e são as baterias mais econômicas quando seu peso não é um problema.

Baterias Automotivas e a Certificação Inmetro

Com foco na segurança do usuário e no desempenho do produto, o Inmetro definiu que as baterias automotivas chumbo-ácido, limitadas à tensão nominal de 12 Volts e destinadas ao arranque de motores a combustão e alimentação dos sistemas eletro eletrônicos de veículos automotores, são produtos de certificação compulsória, ou seja, obrigatória, segundo a Portaria INMETRO nº 299, de 14/6/2012. A obrigatoriedade vale tanto para o mercado de reposição quanto para as montadoras.

Para conferir se uma bateria está certificada, basta conferir o Selo de Identificação da Conformidade. Ele deve ser impresso de forma clara, legível e indelével no rótulo da bateria, contendo o logotipo do Inmetro, a identificação do OCP (organismo certificador) e o número de registro do produto. Baterias comercializadas embaladas também devem apresentar o Selo de Identificação da Conformidade em sua embalagem.

A BRICS Certificações atua como Organismo Certificador de Produtos (OCP) e o Selo de Certificação Inmetro que concedemos aos nossos clientes garante segurança, confiabilidade e qualidade que o produto precisa! Para mais informações, clique aqui.

Entre em contato com nosso time de especialistas pelo número +55 (11) 2087-7051 ou pelo email contato@brics-ocp.com.br, e saiba como a Brics Certificações pode ajudar sua empresa na certificação de Baterias Automotivas.

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Lâmpadas Led e a Certificação Inmetro

As lâmpadas LEDs estão cada vez mais inseridas em nosso cotidiano. O baixo consumo de energia, vida útil mais longa e menor impacto ambiental são suas principais características.

Por que certificar Lâmpadas Led?

Regulamentadas pelo Inmetro desde 2016, por meio da Portaria Inmetro nº 144/2015, lâmpadas LED devem ser certificadas obrigatoriamente, atendendo a requisitos mínimos de segurança definidos nas normas aplicáveis.

A certificação de lâmpadas LED é uma garantia para o consumidor de que os produtos são seguros, possuem eficiência energética e compatibilidade eletromagnética. Além disso, a certificação ajuda a padronizar os equipamentos disponíveis no mercado, garantir que a lâmpada não causará interferência na rede elétrica e, sobretudo, assegurar que o equipamento adquirido não irá gerar risco de superaquecimento, evitando assim acidentes.

Lâmpada Led e o Selo Procel

É importante ressaltar, ainda, que a certificação disponibiliza na embalagem do produto a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), que além de exibir o selo Procel, identifica detalhes como: potência em Watts (W), que identifica o consumo de energia elétrica; eficiência luminosa  (lm/W), que é a relação do fluxo luminoso com a potência; e o fluxo luminoso em lúmens (lm), que corresponde a  quantidade de luz emitida. Veja o exemplo abaixo:

Assim, enquanto a etiqueta do Inmetro assegura a conformidade da Lâmpada Led com os requisitos de segurança e desempenho da Portaria Inmetro nº 144/2015, o Selo Procel destaca aqueles mais eficientes, facilitando a escolha dos consumidores.

Como certificar Lâmpadas Led?

O processo de certificação das lâmpadas LED é realizado por um Organismo de Certificação de Produto (OCP) acreditado pelo Inmetro. A Brics Certificações atua como OCP e o Selo de Certificação Inmetro que concedemos aos nossos clientes garante segurança, confiabilidade e qualidade que o seu produto precisa! Para mais informações, clique aqui.

Entre em contato com nosso time de especialistas, pelo número +55 (11) 2087-7051 ou pelo email contato@brics-ocp.com.br, e saiba como a Brics Certificações pode ajudar sua empresa na certificação de Lâmpadas Led.

Será um prazer atender você!

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O que é ARLA 32 e qual sua importância?

Atualmente, o tráfego de veículos é um dos principais responsáveis pela poluição atmosférica, que ocorre devido à emissão de gases e partículas oriundos da combustão. A emissão dos óxidos de nitrogênio (NOx), por exemplo, gera preocupação devido ao seu impacto negativo no meio ambiente e na saúde das pessoas.

Para melhorar a qualidade do ar nas cidades, foi instituído no Brasil o Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores). Dividido em fases, ele estabelece limites de emissões de poluentes. Desde 2012, os chamados veículos pesados precisam ser fabricados com sistemas de pós-tratamento dos gases de escapamento e, em 2022, o Brasil estará entrando na fase P8, que reduzirá significativamente os níveis praticados atuais, e é aí que entra a importância do Arla 32.

O que é ARLA 32?

ARLA é a sigla para Agente Redutor Líquido Automotivo. Ele é um produto químico à base de ureia em grau industrial, incolor, não tóxico, estável, não inflamável e bastante seguro para manuseio e transporte. Deve ser utilizado especificamente em sistemas SCR (da sigla em inglês Selective Catalytic Reduction, que significa Redução Catalítica Seletiva) para reduzir as emissões de NOx. O número 32 está relacionado ao nível de concentração de ureia (32,5%) em água desmineralizada (água que teve os sais minerais removidos).

A maioria dos veículos pesados produzidos no Brasil possuem a tecnologia SCR e precisam, portanto, do uso do Arla 32. Isso é crucial para a obtenção de ganhos ambientais e por isso, o Inmetro definiu que todo Arla 32 deve, compulsoriamente, ser fabricado, importado e comercializado em território nacional atendendo ao disposto na Portaria Inmetro nº 213/2021. A falta do Arla 32 ou o uso de produto irregular também causam grandes prejuízos ao transportador, como graves danos aos veículos e multas.

Como Certificar?

A Portaria Inmetro nº 213, de 21/03/2021, estabelece os critérios para a avaliação da conformidade do ARLA 32, com foco na proteção do meio ambiente e a BRICS Certificações está acreditada pelo Inmetro para certificar o produto, concedendo aos fabricantes e/ou importadores o Selo de Identificação da Conformidade, popularmente conhecido como Selo Inmetro.

Quer saber sobre todas as informações referentes a Certificação de Arla 32? Baixe agora mesmo nosso E-book de Certificação de Arla 32 de acordo com a Portaria Inmetro nº 213/2021.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato conosco pelo número +55 (11) 2087-7051 ou pelo email contato@brics-ocp.com.br.

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Chupetas: Confira as Principais Mudanças com a Portaria Inmetro nº 301/2021

Informamos que no dia 16/07/2021 foi publicado do Diário Oficial da União (D.O.U) a nova PORTARIA Nº 301 DE 12 DE JULHO DE 2021, que regulamenta a Certificação de Chupetas e substituirá a Portaria Inmetro nº 34 entre outras Portarias, que também estarão revogadas a partir da vigência da nova Portaria nº 301 a qual ocorrerá em 02 de agosto de 2021.

Neste artigo visamos abordar os principais pontos de mudanças e impactos para o mercado, buscando manter nossos clientes e parceiros bem informados!

Principais Mudanças na Certificação de Chupetas

  1. A nova Portaria define a validade do certificado para 4 anos.
  2. Antes os ensaios de manutenção deveriam ser realizados semestralmente, agora a primeira manutenção deverá ser realizada em até 12 meses. Após a primeira avaliação de manutenção, não havendo não conformidades, os ensaios podem ser realizados de modo bienal (em até 24 meses). Caso seja detectada alguma não conformidade durante a avaliação de manutenção, será mantida a periodicidade anual.
  3. Certificação de LOTE passa a adotar o modelo 1b, portanto, para produtos importados as amostras devem ser coletadas no Brasil após a chegada do Lote de Importação.
  4. Foi reduzido significativamente a quantidade de amostras para ensaios realizados através da certificação pelo sistema 5. Antes eram necessárias 148 amostras e passou a ser 59 amostras total para realização dos ensaios completos.
  5. Foi alterada a escala de cores do sistema CMYK referente ao selo de conformidade. A data de adequação para o mercado é até 31 de dezembro de 2021.

Importante! As revisões dos certificados serão realizadas nas manutenções.

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Novidades na Certificação de Ventiladores

Foi publicado hoje no Diário Oficial da União (D.O.U), a nova Portaria Inmetro nº 299/2021 que revoga a Portaria Inmetro nº 20/2012 a partir do dia 02 de agosto de 2021, e traz as principais alterações abaixo:

  1. Ventiladores de mesa, pedestal e de parede poderão ser agrupados na mesma família, desde que todas as características elétricas e de eficiência sejam as mesmas entre os modelos.
  2. Adoção do modelo de certificação 1b para lotes, ou seja, amostragem passa a ser obrigatoriamente feita no Brasil e sem a possibilidade de testes de contraprova e testemunha no caso de reprovação das amostras testadas.
  3. Para o modelo de certificação através do sistema 5, o certificado passa a ser válido por 6 (seis) anos, devendo ser realizada manutenção periódica a cada 36 (trinta e seis) meses, ou seja, a cada 3 (três) anos devem ser realizados novos testes e auditoria de manutenção. Esse ponto traz uma grande redução nos custos de certificação, tendo em vista que anteriormente o certificado tinha validade de 4 (quatro) anos, com auditorias e testes anuais. Os certificados vigentes, devem ser prorrogados para o novo prazo de validade de 6 (seis) anos, sendo considerada sua data de emissão. IMPORTANTE! As manutenções previstas para o ano de 2021 devem ser mantidas com 25% da família.
  4. Deixa claro que, no comércio virtual é de responsabilidade do administrador do site disponibilizar as informações sobre a eficiência energética dos produtos, isentando assim a responsabilidade do detentor da certificação. Segue abaixo exemplo de um modelo do selo de eficiência energética.

Quer saber mais sobre as informações que a etiqueta de eficiência energética fornece para você? Então, clique aqui!

Se ficar alguma dúvida sobre as novidades da Certificação de Ventiladores, entre em contato conosco pelo número +55 (11) 2087-7051 ou pelo email contato@brics-ocp.com.br.

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Entenda o “Registro de Objeto”. Ele faz parte da certificação?

O que é Registro de Objeto?

De forma simples, para que você entenda, o Registro de Objeto é o número disponibilizado pelo Inmetro após a emissão do certificado e ele vai no selo do seu produto. Esse número de registro, junto ao certificado, autoriza a comercialização do produto em território nacional. Assim que a Brics Certificações emitir o seu certificado, o próximo passo é cadastrá-lo na plataforma Orquestra para conseguir o seu registro. Não sabe como entrar? Calma, vou deixar o link abaixo.

    https://orquestra.inmetro.gov.br/inmetrobcweb/

O que é Sistema Orquestra?

O Sistema Orquestra é a plataforma de gerenciamento de processos online do Inmetro utilizada para solicitar diversos serviços, como acreditações, anuência de importação e claro, o Registro de Objeto. Ah, importante! Para ter acesso ao Orquestra é necessário ter uma conta gov.br, essa mesma conta é utilizada para todos os serviços do Governo. Essa etapa do processo é realizada pelo solicitante da certificação diretamente com o Inmetro. Nós, organismos certificadores, não temos acesso a plataforma. O detentor do registro é o responsável legal pelo produto no mercado nacional. Nos casos de importação por conta e ordem de terceiros, encomenda ou importação direta, a empresa que irá realizar essa operação deve ser cadastrada previamente no Orquestra pelo detentor do Registro como autorizada a realizar a operação de importação, ok?

Como consultar o Registro de Objeto no Inmetro?

Para consultar os Registros de Objetos concedidos pelo Inmetro, vou deixar outro link abaixo.

  http://registro.inmetro.gov.br/consulta/

Na busca por Registros você encontrará quatro condições:

Registro Ativo – O produto pode ser fabricado, importado ou comercializado no mercado sem restrições, desde que observados os critérios estabelecidos nos regulamentos específicos.

Registro Inativo – O produto não pode ser fabricado ou importado, mas será mantida a regularidade dos itens já fabricados ou importador até a data da inatividade.

Registro Suspenso – O produto não pode ser fabricado, importado ou comercializado pelo detentor do registro, sendo mantida a regularidade dos itens já comercializados para o mercado varejista até a suspensão.

Registro Cancelado – O produto não pode ser fabricado, importado ou comercializado no mercado nacional, sendo responsabilidade do detentor do certificado o recolhimento de todos os produtos do mercado.

Então, lembre-se, no começo do seu processo de certificação, sempre pergunte ao comercial que está te atendendo se seu produto precisa de Registro de Objeto. Assim, você vai conseguir planejar o tempo que vai gastar do início do processo de certificação até o deferimento do seu registro.

Agora que você já sabe o que é o Registro de Objeto, onde ele é inserido e o que é a plataforma Orquestra, pegue seu certificado, fotos do produto e faça com calma o preenchimento do sistema. Ele é intuitivo e é um espelho das informações do certificado, mas cada erro, por descuido, pode tornar esse processo mais demorado, pois você terá que aguardar o Inmetro analisar e te apontar o erro para fazer a correção e o prazo acaba se estendendo.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato conosco pelo número +55 (11) 2087-7051 ou pelo email contato@brics-ocp.com.br.

 

André Klarge
Comercial da Brics Certificações.
Formado em Comunicação e Marketing e em Captação de Recursos, está há 5 anos no comercial da Brics Certificações.

Amortecedores da Suspensão: Funcionamento e Certificação Inmetro

Componentes essenciais para a segurança veicular, os amortecedores são dispositivos utilizados para reduzir ou amortecer oscilações da suspensão durante sua movimentação, mantendo os pneus sempre em contato com o solo, proporcionando maior estabilidade, conforto e segurança.

Neste artigo você vai encontrar informações relevantes sobre o funcionamento dos amortecedores e a importância da certificação compulsória deste componente.

Amortecedores: Como funcionam?

Os amortecedores foram desenvolvidos para controlar e reduzir os movimentos verticais brutos e movimentos de rolagem (transferência de peso) do veículo. Eles fazem parte do sistema de suspensão do veículo, juntamente com as molas e outros componentes que ligam o chassi às rodas do carro. Esses componentes são os responsáveis por intermediar a transmissão de movimento oscilatório, garantindo estabilidade, conforto e controle para o motorista e para os passageiros.

Sem as molas e os amortecedores que permitem a movimentação controlada do sistema de suspensão, o desconforto seria muito grande, principalmente em pisos irregulares. Isso sem falar na vida útil do veículo, que diminuiria muito com os fortes impactos sofridos.

Assim, as molas e os amortecedores trabalham em conjunto. A mola absorve os impactos sofridos pelas rodas e os amortecedores servem para controlar o efeito da mola, de modo que o veículo permaneça estável, evitando oscilações no veículo.

Embora a vida útil de um amortecedor seja bastante longa, sinais de vazamento e excesso de oscilações no veículo indicam que os amortecedores já estão “vencidos”. Lembre-se, é sempre a segurança que está em jogo, além do conforto é claro. O desgaste de um amortecedor é normal com o passar do tempo, pois o constante atrito das peças em movimento, acabam desgastando e criando folga entre as partes móveis que compõem o amortecedor.

Daí a importância de, ao fazer a troca dos amortecedores, verificar se o produto possui certificação.

Amortecedores: Por que certificar?

Todos os amortecedores comercializados no Brasil, fabricados nacionalmente ou importados, devem possuir certificação do INMETRO, pelo fato do amortecedor ser um dos itens de segurança mais importantes do veículo.

O processo de certificação, segundo Portaria Inmetro nº 301/2011, garante que o produto passou por testes laboratoriais e está cumprindo todos os requisitos de segurança definidos nas normas aplicáveis, concedendo a empresa fabricante/importadora o selo de segurança do Inmetro.

A BRICS Certificações é um braço do Inmetro e atua como Organismo Certificador de Produtos (OCP) acreditado para Componentes Automotivos. Consulte nossos especialistas e tenha um processo de certificação tranquilo, sem sustos e sem surpresas pelo número +55 (11) 2087-7051 ou pelo email contato@brics-ocp.com.br.

Será um prazer atender você!

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Qual o papel dos laboratórios na certificação de um produto?

Os laboratórios contratados pela Brics Certificações possuem fundamental importância na avaliação da conformidade de um produto. Eles são uma parte essencial, pois são quem executam os testes de acordo com uma determinada norma, para verificar se o produto atende aos critérios técnicos de segurança estabelecidos nos regulamentos do Inmetro. A etapa dos ensaios é uma das mais importantes, então temos que estar sempre atentos quanto a escolha do laboratório.

A Brics é um Organismo de Certificação independente, e, portanto, trabalhamos com diversos laboratórios do mercado. Para que um laboratório possa ser subcontratado pela Brics Certificações basta atender aos critérios de acreditação do Inmetro, quando aplicável. Neste caso, estabelecemos um contrato de prestação de serviços e, a partir da vigência deste contrato, podemos utilizar este laboratório como fornecedor dos ensaios. É simples e rápido ser um laboratório parceiro.

Nosso processo de subcontratação dos ensaios é realizado juntamente com o cliente, pois levamos em conta critérios como preço, prazo, atendimento e eficiência. Normalmente cotamos os ensaios com mais de um laboratório para que o cliente decida qual proposta lhe agrada mais.

O compromisso que temos com nossos clientes é a transparência, portanto, estamos sempre abertos para ampliar nossa lista de fornecedores e oferecer aos nossos clientes as melhores condições de parcerias.

Se residir alguma dúvida sobre o tema, entre em contato conosco pelo número +55 (11) 2087-7051 ou pelo email contato@brics-ocp.com.br.

Será um prazer atender você!

Aline Feltrin
Coordenadora Comercial da Brics Certificações.
Formada em Comunicação Institucional, auditora líder na norma ISO 9001, especialista em certificação de produtos com mais de 20 anos de experiência.